Thursday, July 20, 2006

O papel atribuido à criança (implicações psicopedagógicas)

Toda a criança, ao nascer, vem preencher muitos desejos, expectativas e carências dos pais. Ela vem ocupar um lugar pré-estabelecido. Lhe é designado um nome, que geralmente tem um significado para aqueles pais e da criança espera-se a inserção tranqüila no lugar que este nome significa.
Os pais possuem um ideal de criança (e uma imagem de aprendente) e negar isso seria um erro que apenas dificultaria a compreensão de entraves que se colocam exatamente entre “o desejo do que querem que eu seja e o que eu realmente sou”. As patologias também instalam-se quando o papel destinado à criança é estático ou quando há contradição entre os diferentes papéis atribuídos pelo pai e pela mãe.
Não se explica a patologia de uma criança somente com dados do presente, pois o ser humano é composto por uma complexidade de questões, como: experiências, observações, práticas e erros, vividas desde o útero materno mais as fantasias pré-concepção, que muitas vezes já povoam o imaginário familiar.
Durante um diagnóstico psicopedagógico ( e intervenção), tentamos reconstruir o jogo de acontecimentos que deu lugar a este código – a não-aprendizagem!
Um processo saudável se dá, quando os pais dão-se conta de que entre o real e o imaginário há uma diferença (que não é necessariamente ruim), e ressignificam o lugar que deram àquela criança.
Lisandra Pioner (Pedagoga e Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional)
Fone p/ contato: (51) 9252.1533