Tuesday, September 26, 2017

Infância, monstruosidade e redes sociais


Acredito que 99% das pessoas que possuem algum tipo de rede social estejam a par do fato escabroso ocorrido em um Bourbon de Porto Alegre. Um homem aparentemente comum molesta uma criança em um local público, demostrando mais do que uma atitude repulsiva, uma total falta de medo – aquele sentimento inibitório que, na melhor das hipóteses, nos tira de muitas situações perigosas. Sessenta e dois anos, casado e aparentemente pai de duas jovens do sexo feminino – olha a ironia!
            Quando fui até seu Facebook, senti pena daquelas pessoas que estavam ali, expostas, abraçadas a ele. Depois fui observando outros detalhes... ele dizia trabalhar na Jocum Brasil – uma entidade missionária sem fins lucrativos, que logo deu um jeito de soltar uma nota avisando que a criatura do mal apenas havia feito parte de um treinamento com eles há 30 anos atrás e que não existia vínculo algum depois disso. Li também, abismada, que sua única postagem escrita dizia “É urgente, precisamos estar cheios da vida de Deus!” e me peguei pensando na imagem equivocada que algumas pessoas têm Dele. Observei fotos de criança e fiquei pensando que se eu fosse mãe de alguma das que tiveram contato com esse monstro, viveria me questionando sobre o que eu, talvez, não tenha percebido, e as consequências disso...
            O vídeo é chocante. Mas confesso que se não tivesse visto as imagens, pensaria que era só mais um boato misturando redes sociais, companha Zaffari e Bourbon e aberrações humanas. Eu precisei enxergar a cena grotesca e repulsiva para alertar pessoas que passeiam com a minha filha, por exemplo, de que fatos absurdos dessa proporção podem acontecer. Mas eu não vi a menina... não a identifiquei e nem busquei isso. Li o boletim de ocorrência e só me detive no nome dos pais do molestador –  e fiquei desejando que não estivessem mais vivos para se pouparem de tamanha desilusão (considerando que tenham sido pais decentes e emocionalmente saudáveis, para não entrar em meandros da Psicologia, que envolvem repetição de comportamentos parentais).
O que quis dizer com isso? Que não vi o nome da mãe da menina, que não reparei na criança e que não fiquei buscando saber de quem se tratava. Porque minha forma de lidar com situações desta natureza é identificar o responsável pela dor e, se possível, auxiliar a vítima – mas na impossibilidade disso, focar no que precisa ser extinto. Escrevo, porque muito tem me chamado a atenção a enxurrada de posts e mensagens de pessoas que mudaram totalmente o foco: crime hediondo de abuso sexual para o crime previsto no ECA, de divulgação de imagens de menor de idade. Calma! Não estou dizendo que um crime anula o outro, mas só um pouquinho, né?! Busquei enlouquecidamente em meus recursos internos, alguma ressonância com esse sentimento de “Que absurdo mostrar uma criança sendo molestada”, mas só encontrei identificação com o que gritava “Que chocante saber que um adulto é capaz de algo tão estúpido”.
Podia ter sido mais discreta a publicação dessas imagens? Podia! Podiam ter colocado uma tarja no rosto da menina? Podiam e até deviam! Mas o fato está aí, escancarado e sendo esfregado na nossa cara. Até quando iremos tirar do foco o que realmente importa, colocando o nosso “rabinho entre as pernas” e estimulando que a revolta seja abafada pela anuência, pela anulação?
Pois eu estou RE-VOL-TA-DA! – por favor, não me peçam diplomacia num caso como este. E garanto que, se tivermos a oportunidade de perguntar a essa menina daqui a vinte anos, se alguma coisa em sua infância lhe traumatizou, provavelmente não será a sua imagem (não identificável, diga-se de passagem) exposta.
E já que resolvi falar o que eu penso mesmo, vou dizer mais uma coisinha: acredito piamente na mudança interna, no aperfeiçoamento humano, na transformação de vida. Mas há casos em que a minha humanidade grita e não há  o que me faça acreditar em conversão – esse é um dos casos. Desejo que seus parceiros de cela (porque ele há de tê-los algum um dia) o tratem com “muito carinho”! (E que Deus me perdoe pela falta de compreensão com algumas falhas humanas)

Lisandra Pioner
Pedagoga, Psicopedagoga e Pós-graduanda em Atendimento Educacional Especializado

Monday, September 04, 2017

Aulas particulares em casa


Boa tarde!
O mês de setembro chegou e sabem o que isso significa? Que está chegando o tão temido 3º trimestre escolar! Época de estudar, se dedicar, buscar mais conhecimento, aprender o que ainda não foi bem compreendido e conquistar notas boas, para curtir o verão e as festas de final de ano sem preocupação.
Aulas particulares muitas vezes podem auxiliar nessa parte. Às vezes as crianças não conseguem compreender todo o conteúdo em sala de aula, ou o compreendem em parte - seja por não perguntar, não manter a atenção ou por outro motivo qualquer - e um reforço no conteúdo trabalhado em aula pode ser de grande valia. As famílias, por terem um envolvimento afetivo, por não disporem de muito tempo ou não saberem como ensinar, muitas vezes não conseguem ajudar. 
Precisa de ajuda? Entra em contato! 
Aulas particulares para todas as disciplinas (até o 6º ano e para algumas disciplinas até o 9º ano).

Lisandra Pioner
Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e pós-graduanda em Assistência Educacional Especializada