Monday, April 09, 2012

Pais comprometidos, filhos mais seguros


A pergunta de hoje é: Qual o nível de comprometimento de vocês, pais, com seu(s) filho(s)?
Sim... pergunta delicada esta! Muitos já devem estar correndo na frente e respondendo "Meu filho tem tudo! Trabalho dia após dia exatamente por isso! Porque sou comprometido com seu futuro!". Sabemos o quanto os pais são preocupados com o futuro de seus pimpolhos, o quanto se esmeram em tentar criar o maior número de possibilidades favoráveis para suas vidas, mas a pergunta que não quer calar é: E hoje? Me diga, sem pensar muito e sem dar desculpas antes mesmo da resposta:
  • Já leu a agenda da escola hoje?
  • Já enviou todos os materiais escolares da lista?
  • Lembrou de comprar uma lembrança para o amiguinho aniversariante, na data certa, nos últimos 3 aniversários?
  • Ofereceu ajuda no tema de casa?
  • Conversou, perguntando interessadamente, como foi seu dia de aula?
  • Sabe os dias de educação física, para mandá-lo com a roupa adequada?
Foram apenas algumas questões levantadas que, embora aparentemente tão simples, lido há mais de uma década com elas diariamente e, acreditem, não é tão simples assim...
E então? Se todas as respostas forem SIM, parabéns! Mas se a maioria delas for negativa, comece a modificar sua rotina!
Claro que não existe fórmula mágica para ser um pai ou uma mãe perfeitos, e a intenção nem é essa! Mas a falta de tempo do mundo moderno não pode mais ser desculpa para a desatenção. O ônus desse descaso virá - e algumas vezes, com juros!
As responsabilidades da rotina infantil são dos pais! Participe, se envolva... essa troca entre pais e filhos são essenciais para a saúde emocional desses seres em formação.
A falta de comprometimento dos pais, sempre disfarçada de "falta de tempo", poderá refletir na criança, em forma de baixa autoestima, insegurança, desorganização, desatenção, agressividade, dificuldade de aprendizagem, entre tantas outras características comuns nos infantes de hoje em dia. Mas também podem refletir na forma de uma responsabilidade excessiva, que tantas vezes é motivo de envaidecimento dos pais, porém, nem sempre é positiva, pois as crianças precisam viver as características de sua própria faixa etária, ou seja, criança, precisa viver como criança.
O dever de dar conta das responsabilidades dos filhos é tarefa dos pais! Independente da época em que vivemos. Esquecer disso ou delegar essa função demasiadamente a outras pessoas, pode ser bastante oneroso.
Quer dar algo ao seu filho? Dê seu tempo (com qualidade)!

Monday, April 02, 2012

5 coisinhas que o dinheiro não compra...


Revirando meu baú de papéis, dou de cara com uma página amarelada da Zero Hora e lá está meu nome! Lisandra Pioner, pedagoga e psicopedagoga clínica... Pequeno momento de orgulho nessa segunda-feira que iniciou tão turbulenta.
Bom constatar que estou fazendo uma bela história!

1. Dedicação- Dedicar-se aos filhos é essencial. Embora exija tempo (e sabemos que tempo é artigo de luxo), é importante parar tudo diariamente e doar-se às crianças. Tens apenas 1 hora? Pois faça desses 60 minutos os mais deliciosos do dia de ambos!
2. Respeito- Diferente do medo, ter o respeito dos filhos é saudável e indispensável. Mas respeito é sentimento que se conquista, principalmente por meio de atitudes dignas e de bons exemplos.
3. Caráter- É a qualidade construída por meio de uma relação familiar baseada na consideração, na existência de limites bem especificados, combinações, tolerância e bom senso.
4. Confiança- Relação alguma sustenta-se sem ela! É o que dá segurança, estabilidade, força. É a base sólida, o alicerce por meio do qual pais e filhos se apoiarão quando necessário!
5. Amor- De todos os sentimentos, é provavelmente o mais nobre. Não se exige amor. Doa-se amor e só assim recebe-se amor e ensina-se a amar.

Escrito por mim, na Zero Hora de 25 de maio de 2009.

5 coisinhas sobre o comportamento de portadores de TDAH


As pessoas que possuem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), muitas vezes sofrem com a incompreensão dos demais, em relação ao seu comportamento. Por isso, aqui vão alguns pequenos e rápidos esclarecimentos a respeito do transtorno:

1. Eles possuem dificuldade para manter a atenção em atividades repetitivas e longas (conseguem concentrar-se em atividades prazerosas);

2. Muitas vezes esquecem-se de tarefas e datas;

3. Possuem tendência à impulsividade, à inconstância e à desorganização;

4. Nem todo o portador de TDA, é hiperativo;

5. Não se curam do transtorno, mas aprendem a lidar com ele.

Mãe x Mulher: e agora???



Com a proximidade do final do ano, se inicia a preocupação das mães, que já programam suas rotinas de 2012. Trabalho e filhos passaram a conviver de forma concomitante e com a necessidade de nenhum subjugar o outro. Ambos têm importância fundamental na vida da mulher moderna, e uma coisa é certa: nós queremos dar conta de tudo!

Além do trabalho e das crianças, temos a casa, o companheiro e nós mesmas para cuidar! É inegável a sobrecarga. Não há como estranhar o número cada vez maior de mulheres que fazem uso de medicamentos contra ansiedade e depressão. A exigência social de onipotência por parte das mulheres, às vezes, me remete a antiga obrigação de insensibilidade masculina. Nos cobram mais do que temos possibilidades de dar, no que tange a um dia a dia saudável. Mas ao invés de percebermos isso, acabamos por nos cobrar mais e mais e a imensa onda de incapacidade e sensação de incompetência acaba por nos invadir.

Não há receita pronta, mas algumas dicas podem auxiliar na vivência de um ano mais produtivo e tranquilo!

  1. Liste prioridades- nem tudo tem o mesmo grau de importância ou de urgência, portanto, priorize o que realmente precisa de atenção;

  2. Programe-se- crie uma agenda que dê foco e segurança a sua rotina;

  3. Se preserve- não se responsabilize por tudo! Delegue tarefas, aceite as que não puderem ser concluídas ou que não tiverem êxito;

  4. Permita-se- se dê um tempo! Tire algumas horas na semana e se presenteie. Faça o que tiver vontade ou não faça nada. E não se culpe por isso;

  5. Não tente ser a melhor em tudo- acreditar que há como ser infalível em todas as instâncias da vida, é assumir a certeza do fracasso. Admitir que é humanamente impossível a perfeição, já é um grande passo para uma cobrança menor e consequentemente, uma vida melhor!

    Escrito por Lisandra Pioner e publicado no Blog "Meu Filho" de Zero Hora, em novembro de 2011.

Ocupe-se de seu filho


Não é surpresa para ninguém, o quanto a relação entre filhos - independentemente do sexo - e mães ocupam a mente, a ciência e o inconsciente de todos. É uma relação tão decisiva, que por vezes define o futuro de um ser.

Relacionamentos amorosos são definidos por esse vínculo, profissões são escolhidas em função desse laço - ou nó -, situações de perpetuam eternamente como resultados desse passado, tão presente.

Existem linhas que colocam a mãe como importante, porém, totalmente substituível por um cuidador que faça seu papel. Outras, porém, escravizam as mães a um lugar tão definitivo que, independentemente do que fizerem, sempre serão as responsáveis por todo e qualquer acontecimento na vida do rebento.

Pessoalmente, não sou tão fatalista assim. Até porque, acredito que até certa altura da nossa vida, podemos responsabilizar quem nos cuidou - ou deixou de cuidar -, mas chega um determinado momento em que é imprescindível tomarmos as rédeas e sermos protagonistas da nossa própria história. E essa decisão é difícil. E faz voltarmos lá pra trás, onde a forma que fomos criados, influencia bastante. Ou seja, está tudo interligado!

Por qual motivo a novela A Vida da Gente tem feito tanto sucesso, mesmo sendo exibida em um horário pouco vantajoso? Porque fala sobre as sutilezas determinantes da nossa vida. Toca o dedo nas feridas que todos temos - sejamos ricos ou pobres, velhos ou novos, felizes ou não. Mostra a vulnerabilidade das relações e da própria vida! E não deixa a relação mãe e filho de lado. Pelo contrário: a coloca no centro!

Independentemente das linhas de estudo, da novela, do histórico social, mãe é sim, importante, e nossa relação com ela, muitas vezes, determinante. Mas o que tenho visto cada vez mais são mães que abrem mão de seu papel com a maior naturalidade. Que optam por serem coadjuvantes, espectadoras, meras testemunhas da vida que colocaram no mundo.

Também vejo mães que se colocam em total igualdade com o filho. Que mais competem, que auxiliam. Que mais criticam, que refletem sobre seus próprios atos. Lidar com criança e adolescente é difícil? Não! Lidar com outro ser é difícil! Mas também é sublime!

Lido diariamente com isso... Mas lidar com seres humanos que foram simplesmente assistidos por aquela que deveria lhe estender as mãos e convidar pra andar junto, podem ter certeza, será muito pior!

Tenho certeza de que é um assunto complicado e polêmico. Mas se eu pudesse fazer um pedido a todas as mães - como mulher, mãe e profissional da área da educação que sou, com muito orgulho! - seria: ocupe-se do seu filho! Ajudas são sempre bem-vindas, mas não esqueça de quem o colocou no mundo.

Escrito por Lisandra Pioner e publicado no Blog "Meu Filho" de Zero Hora, em fevereiro de 2012

Cinco coisinhas sobre como formar leitores competentes


1) Seja um contador – Acostume-se a conversar com seu filho desde bebê, contando pequenas histórias, cantando e usando entonações diversificadas. Aos poucos, as crianças vão se acostumando com esse ritual de ouvir canções e historinhas, sentindo falta quando isso não acontecer.

2) Estimule – Compre livros, mostre-os, leia-os em voz alta, demonstrando os bons momentos que aquele precioso objeto pode proporcionar.

3) Incentive – Demonstre interesse em ouvir a contação de história da criança. Há uma fase em que elas gostam de recontar histórias e até mesmo de inventar alguns contos. Aproveite esses momentos especiais e se delicie com a criatividade de seu pitoco.

4) Tenham hábitos culturais – Sabemos que o tempo é escasso, mas é importante criar o costume de fazer passeios culturais, frequentando teatros, exposições, cinemas, museus e bibliotecas. A leitura não se dá apenas por meio do código escrito. É possível aprender a interpretar obras de arte, por exemplo, mas para isso é preciso contato desde cedo para que se aflore a sensibilidade. Cultura é questão de hábito.

5) Dê o exemplo – Lia jornal, revista, livro. Não importa o assunto nem o horário dedicado para isso. Conviver com pais leitores é extremamente eficaz na construção de um ser que se encante pela leitura.

Fonte: Lisandra Pioner, pedagoga e psicopedagoga. Publicado no Jornal Zero Hora, 02/02/2009

Depressão Infantil


Vários estudos recentes têm comprovado que as crianças, assim como os adultos, podem sim, sofrer de depressão. A depressão infantil é um transtorno do humor que compromete significativamente o desenvolvimento da criança. Por se manifestar de forma um pouco diferente da depressão típica dos adultos, poucas vezes é percebida logo no início. Além disso, ainda não é valorizada da forma correta pelas famílias, que geralmente dão pouca importância, rotulando como “frescura”.
Em alguns casos, a depressão costuma se manifestar através de irritação, agressividade, rebeldia e hiperatividade. Comumente é confundida com mau humor ou falta de educação e limites. Em outros, a criança passa a perder o interesse por coisas típicas de sua faixa etária, se aborrece constantemente, manifesta apatia e até tristeza. Nesses, é mais fácil identificar.
Independente da forma como se manifesta, é muito importante que, principalmente pais e professores – adultos que estão mais próximos dos pequenos – fiquem muito atentos a mudanças de comportamento, inclusive relacionadas ao sono e apetite, buscando auxílio de um profissional adequado (pediatra, psicólogo, psicopedagogo).
Não deixem de valorizar os sentimentos das crianças – por mais bobo que pareça. Elas não verbalizam como nós adultos o que estão sentindo, então acabam expressando seus sentimentos de outras maneiras.