Seja muito bem-vindo! Este é um blog onde diferentes olhares - Educação, Psicopedagogia, Pedagogia, Psicologia, Neurociência, Fonoaudiologia, Psicomotricidade - se complementam, com a intenção de perceber e entender todas as possibilidades do sujeito. Além disso, é um espaço para socializar saberes, pois o conhecimento precisa ser compartilhado para que possa gerar transformações!
Wednesday, October 26, 2016
Tuesday, October 18, 2016
Você sabe o que é Dislexia?
O que é Dislexia?
A palavra Dislexia vem do grego e significa “dificuldade
com as palavras”.
Ela é considerada um transtorno do neurodesenvolvimento
que afeta a linguagem, causando dificuldades relacionadas à leitura e à
escrita.
Tipos de Dislexia
Dislexia do Desenvolvimento é aquela inata, ou
seja, que nasce com o sujeito;
Dislexia Adquirida é resultado de uma lesão no
cérebro, causada por acidente ou doença.
Como a Dislexia se manifesta?
Se manifesta através de uma dificuldade
importante na leitura e na escrita. E como há níveis diferentes de
manifestação, um indivíduo disléxico pode ter um determinado grau de dificuldade,
enquanto outro disléxico possua um comprometimento muito maior.
A Dislexia tem cura?
Não existe cura para a Dislexia. O que existem
são formas diferenciadas de se trabalhar, que ajudam o disléxico.
O que é importante saber sobre a Dislexia:
·
Não tem nada
a ver com nível intelectual. Inclusive há muitos disléxicos com inteligência
acima da média;
·
Não é uma
recusa para aprender;
·
Ela pode vir
acompanhada por comorbidades como desatenção, desorganização, problemas de
memória de curto prazo;
·
Não possui
causa ambiental.
Atenção!
Uma criança
que possua Dislexia e não tenha um diagnóstico adequado, pode passar por
inúmeros fracassos na escola. Muitas vezes esses fracassos são os responsáveis
pela desmotivação, baixa autoestima, falta de confiança e até mesmo depressão
do estudante, o que acaba afastando-o do ambiente escolar e impedindo-o de
seguir os estudos.
A primeira
pessoa que costuma observar um comprometimento nos atos de ler e escrever é o
professor, por isso a importância de termos profissionais capacitados para,
pelo menos, fazer o encaminhamento a um profissional que possa fazer esse
diagnóstico. Esse olhar do professor, unido à ação pode ser decisiva no que
separa um fracasso de um sucesso escolar.
Dica:
Lisandra Pioner
Pedagoga, Psicopedagoga e Colunista do Jornal Zero Hora
Monday, October 17, 2016
Educação, Saúde Mental e Profissão Professor
Saúde mental deixou de ser caso da Medicina faz
tempo! Mais do que nunca esse tema tem feito parte do cotidiano das escolas públicas
e privadas de todo o país, tanto quando nos referimos a estudantes quanto a
professores.
No caso dos professores, eles têm sido alvo de
estresse, depressão e mais recentemente, Síndrome de Burnout –fadiga crônica
relacionada à sobrecarga de trabalho. E convenhamos que não é pra menos.
Professores são acumuladores de tarefas para as quais faculdade alguma prepara.
São casos delicados ligados diretamente à vida humana – aprendizagem, transtornos,
afetos, saúde mental e física, problemas sociais e emocionais.
Já no caso dos estudantes, muitos são os que
possuem algum comprometimento emocional ou fisiológico que repercutem
diretamente na aprendizagem. Ansiedade, depressão, hiperatividade, desatenção,
entre tantos outros.
Aos professores já não basta compreenderem o
processo ensino-aprendizagem; se faz imprescindível a compreensão da totalidade
do sujeito, com todas as suas mazelas e vicissitudes. Professores precisam entender
de Psicologia, de Neurociência, de Psiquiatria, de Neurologia, de
Fonoaudiologia e acima de tudo, precisam entender de empatia. Porque cabe ao
professor, enquanto representante da escola, ajudar a criança em seus
problemas, compreendendo-os, encaminhando ao profissional mais adequado, e
muitas vezes lidando com a ausência de auxílio por parte da família, que em
alguns casos está tão fragilizada quanto a criança.
Não é fácil, não é simples, não tem receita
pronta, não há milagre que resolva, mas também não há como ignorar. E se
considerarmos a totalidade de professores brasileiros, poucos são os que sabem
exatamente do que trata a saúde mental e socioemocional. Falta conhecimento,
falta informação, falta oportunidade, falta formação continuada. Temos uma
sociedade em mudança constante e um sistema estagnado, muitas vezes cabendo ao
profissional, de forma solitária, o engajamento e a busca de auxílio para suas
aflições profissionais.
E como se não bastasse, além de cuidar de uma
sociedade inteira – através das crianças e suas famílias – há de lembrar que é
imprescindível cuidar-se também, seguindo o velho “ensinamento de avião”, que
diz que antes de colocar a máscara de oxigênio no outro, é preciso colocá-la em
si mesmo.
Vida longa e feliz aos nossos heróis, também
chamados de professores.
Lisandra Pioner
Pedagoga, Psicopedagoga e Colunista do Jornal
Zero Hora
Subscribe to:
Comments (Atom)


