Tuesday, October 18, 2016

Você sabe o que é Dislexia?


O que é Dislexia?
A palavra Dislexia vem do grego e significa “dificuldade com as palavras”.
Ela é considerada um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a linguagem, causando dificuldades relacionadas à leitura e à escrita.
Tipos de Dislexia
Dislexia do Desenvolvimento é aquela inata, ou seja, que nasce com o sujeito;
Dislexia Adquirida é resultado de uma lesão no cérebro, causada por acidente ou doença.
Como a Dislexia se manifesta?
Se manifesta através de uma dificuldade importante na leitura e na escrita. E como há níveis diferentes de manifestação, um indivíduo disléxico pode ter um determinado grau de dificuldade, enquanto outro disléxico possua um comprometimento muito maior.
A Dislexia tem cura?
Não existe cura para a Dislexia. O que existem são formas diferenciadas de se trabalhar, que ajudam o disléxico.
O que é importante saber sobre a Dislexia:
·        Não tem nada a ver com nível intelectual. Inclusive há muitos disléxicos com inteligência acima da média;
·        Não é uma recusa para aprender;
·        Ela pode vir acompanhada por comorbidades como desatenção, desorganização, problemas de memória de curto prazo;
·        Não possui causa ambiental.

Atenção!
Uma criança que possua Dislexia e não tenha um diagnóstico adequado, pode passar por inúmeros fracassos na escola. Muitas vezes esses fracassos são os responsáveis pela desmotivação, baixa autoestima, falta de confiança e até mesmo depressão do estudante, o que acaba afastando-o do ambiente escolar e impedindo-o de seguir os estudos.

A primeira pessoa que costuma observar um comprometimento nos atos de ler e escrever é o professor, por isso a importância de termos profissionais capacitados para, pelo menos, fazer o encaminhamento a um profissional que possa fazer esse diagnóstico. Esse olhar do professor, unido à ação pode ser decisiva no que separa um fracasso de um sucesso escolar.
Dica:

Lisandra Pioner
Pedagoga, Psicopedagoga e Colunista do Jornal Zero Hora

Monday, October 17, 2016

Educação, Saúde Mental e Profissão Professor


Saúde mental deixou de ser caso da Medicina faz tempo! Mais do que nunca esse tema tem feito parte do cotidiano das escolas públicas e privadas de todo o país, tanto quando nos referimos a estudantes quanto a professores.
No caso dos professores, eles têm sido alvo de estresse, depressão e mais recentemente, Síndrome de Burnout –fadiga crônica relacionada à sobrecarga de trabalho. E convenhamos que não é pra menos. Professores são acumuladores de tarefas para as quais faculdade alguma prepara. São casos delicados ligados diretamente à vida humana – aprendizagem, transtornos, afetos, saúde mental e física, problemas sociais e emocionais.
Já no caso dos estudantes, muitos são os que possuem algum comprometimento emocional ou fisiológico que repercutem diretamente na aprendizagem. Ansiedade, depressão, hiperatividade, desatenção, entre tantos outros.
Aos professores já não basta compreenderem o processo ensino-aprendizagem; se faz imprescindível a compreensão da totalidade do sujeito, com todas as suas mazelas e vicissitudes. Professores precisam entender de Psicologia, de Neurociência, de Psiquiatria, de Neurologia, de Fonoaudiologia e acima de tudo, precisam entender de empatia. Porque cabe ao professor, enquanto representante da escola, ajudar a criança em seus problemas, compreendendo-os, encaminhando ao profissional mais adequado, e muitas vezes lidando com a ausência de auxílio por parte da família, que em alguns casos está tão fragilizada quanto a criança.
Não é fácil, não é simples, não tem receita pronta, não há milagre que resolva, mas também não há como ignorar. E se considerarmos a totalidade de professores brasileiros, poucos são os que sabem exatamente do que trata a saúde mental e socioemocional. Falta conhecimento, falta informação, falta oportunidade, falta formação continuada. Temos uma sociedade em mudança constante e um sistema estagnado, muitas vezes cabendo ao profissional, de forma solitária, o engajamento e a busca de auxílio para suas aflições profissionais.
E como se não bastasse, além de cuidar de uma sociedade inteira – através das crianças e suas famílias – há de lembrar que é imprescindível cuidar-se também, seguindo o velho “ensinamento de avião”, que diz que antes de colocar a máscara de oxigênio no outro, é preciso colocá-la em si mesmo.
Vida longa e feliz aos nossos heróis, também chamados de professores.

Lisandra Pioner
Pedagoga, Psicopedagoga e Colunista do Jornal Zero Hora