
Muitos pais pensam que adotar uma postura firme com os filhos, principalmente quando bem pequenos, pode traumatizar a criança. Porém, estudos comprovam que é exatamente o contrário. O estabelecimento claro, objetivo e firme de limites dá segurança e faz com que a criança sinta-se mais amada.
Os bebês, por exemplo, estão experimentando o mundo e é realmente delicado saber até onde permitir-lhes ir. Escoltar a criança o tempo inteiro, não lhe dará autonomia alguma, fazendo com que ela perca, aos poucos, a curiosidade. Mas negligenciar o cuidado também não é a solução.
O que se recomenda, por mais difícil e cansativo que possa ser, é sinalizar a elas, o tempo todo, o que podem e o que não podem fazer. Somente assim as crianças perceberão até onde podem ir. Os comportamentos aceitáveis e inaceitáveis precisam estar claros e bem compreendidos, para que possam interagir com o meio de forma rica e tranquila.
Nos primeiros meses após o nascimento da criança, é essencial que se estabeleça um padrão saudável de interação. Mães ansiosas, que vão a cada cinco minutos no berço ver se o bebê está respirando, só ilustra uma cuidadora que antecipa a necessidade do filho e isso significa impedi-lo de querer algo, seja alimentar-se, trocar fralda ou apenas um colo. Antecipar a necessidade e suprir todas as vontades significa afastar o desejo da criança e é esse desejo que impulsiona a busca. A busca pelo seio da mãe hoje, pelas respostas dos exercícios na fase escolar, pelo emprego dos sonhos na idade adulta...
Claro que fazer um bebê seguir regras do tipo “só vai ganhar mamadeira daqui dez minutos, pois só então completa-se três horas da última mamada”, não ajuda nenhum pouco. Como tudo na vida, o equilíbrio e o bom senso precisam tomar à frente e gerenciar a relação. A presença do afeto materno, unido ao espaço dado por essa mãe presente, mas não sufocante, é a chave de todo o sucesso da interação mãe e filho – não apenas nos primeiros meses de vida.
O incentivo é outra importante ação que faz um efeito extraordinário na educação. O uso da psicologia positiva, só vem a acrescentar. Qualquer prática independente e correta feita pela criança deve ser valorizada e as que coloquem-na em risco ou que não sejam admitidas pelos pais, precisam ser tratadas com muita paciência, porém com firmeza. Regras não podem mudar conforme o humor dos cuidadores. Se ainda assim a criança questionar e contestar as combinações e imposições, sempre é válido mostrar que os pais é que são os adultos e desta forma, responsáveis pelo cuidado, portanto, sabem o que é melhor para ela. Desta forma, certamente seus filhos crescerão emocionalmente saudáveis e isso garante um futuro tranquilo e feliz para qualquer pai ou mãe.
Lisandra Pioner
Pedagoga e psicopedagoga



