Monday, November 20, 2006

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Acordei pela manhã e escutei no rádio que hoje comemorava-se o dia da “consciência negra”. Embora eu seja saudosista por natureza, datas como essa não me emocionam, mas pelos meus pimpolhos faço questão de comentá-las em sala de aula. Aliás, também é o dia universal da criança – mas pra mim, todos os dias são especialmente delas!
Chegando na escola, preparando-me para começar as atividades, resolvi conversar com as crianças sobre o que eles entendiam por “negros”. Foi quando espantosamente escutei uma criança dizer que negro era ladrão. É isso mesmo! Sem rodeios e qualquer introdução que pudesse preparar-me para tal descrição. Fiquei perplexa porque pensei até que fosse desnecessário em pleno século XXI que alguém ainda precisasse ficar fazendo discurso do tipo “igualdade entre raças!”, mas digo com toda a veracidade da experiência própria que é preciso sim!
Negro, no dicionário, não passa de um indivíduo de raça negra; e isso deveria ser a realidade porque a palavra não vem acompanhada de predicados. Ela não passa de um substantivo com um significado distinto e estanque.
Por mais socialista e radical que pareça essa oratória, é imprescindível que independente de classe, raça ou credo se propague aos quatro ventos que a cor da pele não passa da cor da pele – simples assim! Somos todos seres humanos, indivíduos passivos de boa ou má índole, dignos de respeito, necessitados de esperança no futuro, sedentos de justiça e necessários à sociedade. Não cansemos de mostrar isso às crianças, porque é o caráter que diferencia os seres humanos e não a cor.
Lisandra Pioner (Pedagoga/Psicopedagoga)

Sunday, November 19, 2006

DISCIPLINAR OU PUNIR?

Muitas pessoas confundem o significado dessas duas palavras. Muitas pessoas acreditam que ensinar, dar limites, causar algumas contrariedades nas crianças significa tratá-las mal. Grande engano!!!! Talvez por isso sejam tantos os pequenos que sofrem pela má educação, pela indisciplina, pelo descaso. É isso mesmo! Fazer todas as vontades, tratar crianças como pequenos reizinhos, jamais dizer a palavra mágica: "Não"... isso é descaso!
Tem quem pense que disciplinar e amar sejam antagônicas, palavras rivais... mais um grande engano!!!! Disciplinar e punir, sim! Essas são palavras opostas.
Disciplinar- submeter à disciplina/ Disciplina-ordem
Punir-castigar;mortificar/Mortificar-torturar com penitência
Acima estão os significados de cada uma delas, segundo o Aurélio. Creio que dê pra observar a diferença entre elas, com grande facilidade.
Creio também, que seja importante salientar o motivo de eu escolher logo este tema para dissertar, mas é que uma frase dita por uma pessoa respeitada do meio pedagógico me causou um certo espanto há alguns dias atrás. "Cadeira pensante... o que é isso?! Isso nunca teve aqui e não vai ter!" Essa foi a frase e a princípio deve haver muitos que concordem (até eu, caso eu não tivesse consciência exata do que se tratava realmente a tal "cadeira pensante").
Pra quem não sabe, trabalho com educação infantil há alguns anos e também tenho um consultório de psicopedagogia. As turmas de crianças que costumo receber vêm de famílias de classe média/alta, com pais bastante ocupados que infelizmente na maioria das vezes não conseguem dar a elas toda a atenção que gostariam (e por isso, punem-se). Essa impossibilidade faz com que cada vez mais, o pequeno tempo passado ao lado dos filhos sejam repletos de vontades satisfeitas, presentes que tentem caber exatamente no buraquinho causado por suas ausências, “sim” para qualquer pedido (por mais "estranbólico" e sem sentido que seja), permissividade. Não pensem que estou julgando e condenando a todos eles. Pelo contrário! Sou uma das poucas pessoas que procuram lhes auxiliar nessa busca incessante de como fazer seus filhos tornarem-se seres humanos bons, saudáveis (física e emocionalmente) e felizes. E devo deixar claro que isso passa pela disciplina. Passa por intermináveis "não!". Passa pela perda de algumas regalias. Passa pela "cadeirinha pensante", sim! Mas é importante deixar claro que não é uma cadeira com alfinetes, virada pra parede e que como ornamento vem um belo chapéu de burro! Isso é punir! Punição de ignorante, diga-se de passagem...
A disciplina existe para dar segurança às crianças, para ensinar a elas que a gente precisa agir de forma racional e se isso não for ensinado aos 3, 4 anos, será cobrado de forma muito mais cruel aos 15, 20, 30... a vida não perdoa! Deixar de brincar por alguns minutos (poucos em função da pouca idade), ficar sentado acalmando-se e preparando-se para voltar à brincadeira com mais consciência e tranqüilidade não é castigo, é uma benção àqueles que têm a oportunidade de possuirem alguém tão preocupado a ponto de "perder" seu tempo para ensinar e torná-los melhores, porque sem dúvida, fazer tudo o que a criança quer(aparentemente quer, porque ela mesma pede limites através dessas vontades) ou fingir que não percebe seus grandes erros, é muito mais fácil.
Gostaria de finalizar dizendo aos pais e profissionais que trabalham com crianças da educação infantil (crianças cheias de oportunidade de evolução) que não se anulem diante das dificuldades, que não se cansem de ensinar, de disciplinar, ou seja, de demonstrar amor, pois essa é uma das formas de demonstrar esse sentimento tão puro e verdadeiro.
Punir é crueldade; disciplinar é doação - de amor e de tempo!

Lisandra Pioner (Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional)

Fone: (51)9252.1533

Sunday, August 06, 2006

Educação Infantil e seu significado

Educação Infantil é sinônimo de vivências. É lá que se dão praticamente todas as primeiras aprendizagens e com a rotina estafante que atualmente obriga pais a se distanciarem cada vez mais das crianças, acaba sendo o único lugar onde essas aprendizagens se dão de forma organizada, coordenada e embasada.
A casa dos pais virou um pouco a “casa das avós” de antigamente, onde tudo era permitido, pois afinal, o tempo passado com os netos era tão pequeno que para compensar, a liberdade era excessiva. Não era raro ouvir frases do tipo: “Viu?! Tua avó te estraga!”. Hoje são os pais que tentam compensar a ausência com uma permissividade que se soubessem eles o quanto prejudica os pequenos, estou certa de que jamais o fariam.
A creche virou escola de educação infantil. E não foi apenas o nome que mudou! Mudaram também os objetivos. A visão assistencialista (onde o simples cuidar era o princípio e o fim de qualquer atividade) cedeu espaço a uma coerência de idéias, a propósitos muito mais maduros, a ações embasadas teoricamente e com finalidades muito bem definidas. A “tia” passa a ser educadora, mas nem por isso perde a afetividade. É carinhosa, preocupada, atenta, coerente, criativa, questionadora, incentivadora, possui valores firmes e os passa às crianças e sabe defender seus pontos de vista – a modernidade exige atitude e não raro, educador é um modelo.
Educar é um ato de amor e isso requer doação, propósitos claros, estabelecimento de limites e de valores sociais.
Valorizemos a educação infantil – sua importância é fundamental!
Lisandra Pioner (Psicopedagoga Clínica e Institucional / Pedagoga)

Thursday, July 20, 2006

O papel atribuido à criança (implicações psicopedagógicas)

Toda a criança, ao nascer, vem preencher muitos desejos, expectativas e carências dos pais. Ela vem ocupar um lugar pré-estabelecido. Lhe é designado um nome, que geralmente tem um significado para aqueles pais e da criança espera-se a inserção tranqüila no lugar que este nome significa.
Os pais possuem um ideal de criança (e uma imagem de aprendente) e negar isso seria um erro que apenas dificultaria a compreensão de entraves que se colocam exatamente entre “o desejo do que querem que eu seja e o que eu realmente sou”. As patologias também instalam-se quando o papel destinado à criança é estático ou quando há contradição entre os diferentes papéis atribuídos pelo pai e pela mãe.
Não se explica a patologia de uma criança somente com dados do presente, pois o ser humano é composto por uma complexidade de questões, como: experiências, observações, práticas e erros, vividas desde o útero materno mais as fantasias pré-concepção, que muitas vezes já povoam o imaginário familiar.
Durante um diagnóstico psicopedagógico ( e intervenção), tentamos reconstruir o jogo de acontecimentos que deu lugar a este código – a não-aprendizagem!
Um processo saudável se dá, quando os pais dão-se conta de que entre o real e o imaginário há uma diferença (que não é necessariamente ruim), e ressignificam o lugar que deram àquela criança.
Lisandra Pioner (Pedagoga e Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional)
Fone p/ contato: (51) 9252.1533

Thursday, June 15, 2006

O BRINCAR

Brincar é apenas diversão, entretenimento, passatempo, certo? Errado! Brincar é coisa séria! Através da brincadeira, as crianças vivem um pouco do mundo adulto, expressam suas emoções e organizam seus sentimentos
Pais e educadores muitas vezes menosprezam a importância dessa atividade na rotina dos pequenos, preenchendo seu tempo com uma infinidade de atividades dirigidas, não dando espaço para a criança pensar, criar, decidir o que quer fazer e assim, mostrar-se.
A brincadeira deve estar sempre presente na vida da criança, juntamente com o olhar do adulto. Olhar esse que não apenas contempla, mas que também observa, investiga, interpreta.
O brincar é um espaço de espontaneidade, um exercício da fantasia, da simbolização, é reviver alguns acontecimentos para melhor assimilá-los, é um ensaio do que está por vir.
Portanto, a partir de agora a ordem é brincar! E saibam que o bem proporcionado por essa atividade tão "trivial" é inestimável!
Lisandra Pioner (Pedagoga e especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional - contato: lisandrap@hotmail.com)

Sunday, June 04, 2006

CURSO: RE-SIGNIFICAÇÃO DA FANTASIA NO UNIVERSO INFANTIL

9h- O desenho infantil como forma de comunicação
- Ana Cristina B. Figueiró (psicóloga)
- Circe Palma (psicopedagoga)

13:30- O lúdico na aprendizagem e jogos na prática
- Iara Maria Pereira (psicopedagoga)
- Veruska Bonete (psicopedagoga)
- Cristiane Webster (psicopedagoga)

15:45- Contos: diálogos entre a psicopedagogia e a psicanálise
- Lisandra Pioner (psicopedagoga)
- Natacha Moraes (psicopedagoga)

Público alvo: pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, professores e estudantes.
Data: 24/06/2006
Local: Av. do Forte, 1763/202 (Porto Alegre)
Fones: (51)9252.1533/3344.8288
Investimento: R$40,00

Tuesday, May 16, 2006

Contos: diálogos entre a psicopedagogia e a psicanálise

A grande necessidade humana é encontrar um significado para suas vidas. Para que esse “encontro” se dê, é necessário que se deixe o egocentrismo de lado e se transcenda. O desenvolvimento de nossos recursos internos (emoção, imaginação, intelecto) é muito importante para essa busca.
Bruno Bettelheim, terapeuta austríaco, trabalhou durante muito tempo com crianças gravemente perturbadas, tentando restaurar um significado na vida delas. Durante sua jornada percebeu que era essa falta de propósito que acabava acarretando inúmeras outras dificuldades. Percebeu também, o impacto dos cuidadores na vida das crianças e a dificuldade desses, em compreenderem que a mente delas não funciona como as suas, precisando de tempo e meios para um amadurecimento. Foi então que percebeu a influência positiva dos contos de fadas, através de suas simbologias, para a criança.
Os contos despertam a curiosidade e estimulam a imaginação da criança, ensinando sobre os problemas interiores e as soluções corretas para dissipá-los. A vida para as crianças é desconcertante, instigante, amedrontadora. A idéia que temos quando adultos, de que a infância é fácil e tranqüila é um tanto fantasiosa. Quando crianças, vivemos medos, dúvidas angustiantes, culpas. As crianças precisam de auxílio para resignificarem coerentemente esse turbilhão de sentimentos. Os contos são uma forma de reorganização interna, pois lhe dão idéias de como solucionar alguns entraves, conduzindo-as, implicitamente, às vantagens do comportamento moral, além de aliviarem pressões pré-conscientes e inconscientes. Os contos basicamente transmitem que as dificuldades são inevitáveis, mas que se encararmos os acontecimentos inesperados – mesmo que aparentemente injustos – com coragem, dominaremos todos os obstáculos e seremos vitoriosos. São sugestões de forma simbólica, sobre como elas podem lidar com questões difíceis e crescerem.
Vejamos algumas características presentes na maioria dos contos de fadas:
1) a presença breve e categórica de um dilema existencial, sem detalhes cansativos e desnecessários;
2) a presença sedutora do mal, que muitas vezes encontra-se temporariamente vitorioso;
3) o grande atrativo do herói, não por promover a moralidade, mas por ter astúcia e não desistir da luta, vencendo.

O inconsciente infantil

O crescimento implica em domínio de diversas questões que povoam o inconsciente humano, como: decepções narcisistas, rivalidades fraternas, dilemas edípicos, necessidade de autovalorização e individualidade. Enquanto não existir uma compreensão e uma aceitação dessas questões, o inconsciente está sendo reprimido, fazendo com que a mente consciente seja forçada a manter um controle tão rígido sobre a personalidade, podendo fazer com que esta fique “gravemente mutilada” (p.16, Bettelheim). Por isso a necessidade de se permitir que algum conteúdo inconsciente apareça e seja trabalhado na imaginação, reduzindo riscos para a personalidade.
Os próprios pais, muitas vezes, na ânsia de protegerem seu rebento, impedem que a realidade lhes seja apresentada, mostrando apenas o lado bom das coisas. As crianças, por sua vez, sabem que elas mesmas não são boas o tempo todo. A contradição entre o que sentem e o que lhes dizem os pais, faz com que sintam-se extremamente culpadas, julgando-se “montros”.
A psicanálise mesmo foi criada com a intenção de capacitar o ser humano a aceitar sua natureza problemática sem ser derrotado, porém a cultura erroneamente deseja que o lado ruim do homem seja “esquecido”, sublimado, e acabou influenciando a visão da grande maioria das pessoas q hoje a consideram a ciência que procura tornar a vida mais fácil.

“Moral da história”

Os contos de fadas possuem personagens ou bons ou maus – diferente da ambivalência complexa que caracteriza as pessoas reais. Porém, é preciso um certo amadurecimento psicológico na criança, para que ela compreenda essas ambigüidades características do ser humano. Quando isso acontecer, compreenderão que existem muitas diferenças entre as pessoas e conseqüentemente precisarão optar pelo que querem ser. E essa escolha costuma ser feita não em cima do que é certo ou errado, mas de quem lhe desperta simpatia ou antipatia. A pergunta será “Com quem quero parecer?”.
Os contos oferecem soluções no nível de compreensão das crianças, mostram que é possível ter sucesso, que é necessário partir para o mundo (crescer) e desta forma, encontrar um outro ser com quem será capaz de viver “feliz para sempre”, e mostra também, que muitas vezes o herói vive isolado por um tempo, assim como as crianças da sociedade moderna que não possuem mais a segurança de famílias numerosas, mas que indo aos poucos, com abnegação, será guiado e receberá auxílio, quando preciso.
Mas é importante que essas interpretações restrinjam-se ao mundo dos adultos. Para as crianças, os ensinamentos são eficazes quando continuam no subconsciente e uma interpretação se traduziria em invasão. É importante a sensação de que seus pais compartilham suas emoções, mas que não conheçam seus pensamentos até que eles mesmo decidam compartilhá-los.

Thursday, April 13, 2006

ASSESSORIA PEDAGÓGICA

Ser educador é estar constantemente investindo no ser humano. Cada dia de trabalho junto às crianças não é simplesmente mais um dia, e sim, mais uma oportunidade de crescimento e aprimoramento, tanto para o professor quanto para o aluno.
A educação infantil possui um valor inestimável e o reconhecimento desta importância só tem a contribuir para com a criança. O desenvolvimento de um trabalho que possibilite a elas o reconhecimento de si mesmas, incentivando-as a interagirem com o mundo, preparando-as para a criatividade, (auto)valorização, responsabilidade e enfrentamento das dificuldades, se faz imprescindível. E é desta forma que posso contribuir com a escola – planejando, apoiando e incentivando um trabalho conciso e integrado.
Lisandra Pioner
Pedagoga e especialista em Psicopedagogia Clínica e InstitucionalContatos: 92521533 * e-mail:
lisandrap@hotmail.com

Wednesday, April 12, 2006

PSICOPEDAGOGIA E DIAGNÓSTICO

A psicopedagogia clínica é uma ciência muito nova, que trabalha com questões relativas à aprendizagem humana e conseqüentemente com fatores que impedem que essa aprendizagem se dê de forma tranqüila.
A princípio partimos do pressuposto do que aprender é algo inato ao ser humano, ou seja, nascemos com a capacidade de aprender, está instrínseco em todos nós, portanto, se isso não está acontecendo, significa que algo está errado. É exatamente aí que entra esse profissional – o psicopedagogo – para que através de um diagnóstico, indique qual o problema e que medidas são necessárias para saná-lo ou ao menos diminuí-lo.
A primeira questão a ser considerada é se o paciente possui condições neurológicas e orgânicas para aprender. Descartado todo e qualquer comprometimento nessas áreas, é hora de desvendar o que está por trás do sintoma “fracasso escolar”; fracasso esse que se traduz numa dificuldade de apreender o conhecimento, independentemente do motivo.
Weiss analisa a queixa escolar através de três perspectivas: sociedade, escola e aluno. Na primeira observa-se a cultura onde o indivíduo está inserido, suas perspectivas, ideologias dominantes, condições socioeconômicas, etc. Na segunda, analisa-se a instituição escolar. Os conhecimentos que circulam naquele lugar, a proposta, o tipo de didática empregada, os profissionais, o material, enfim, a qualidade do ensino. Perspectiva essa que muitas vezes é determinante no fracasso ou sucesso do aprendente. E a terceira refere-se ás condições internas de aprendizagem, que traduzem-se em aspectos cognitivos, emocionais e orgânicos do próprio aluno.
É importante destacar que a dificuldade de aprendizagem, na maioria das vezes é apenas um sintoma de que algo não está bem, mascarando o real problema. Mas se o sintoma está sendo demonstrado na área do aprender, é lá que ele também deve ser resolvido, mas não através de um reforço nas matérias da escola, como muitos pensam. Psicopedagogo não é professor particular – e por isso, este segundo muitas vezes é solicitado a também dar sua contribuição junto à criança.
Então após se fazer o diagnóstico através de observação e trocas com o paciente, conversa com a família e a escola, testagens cognitivas e algumas vezes encaminhamento para avaliação com outros profissionais – fonoaudiólogo, neurologista, etc – a fim de descartar outros comprometimentos, parte-se para a intervenção propriamente dita. Mas é bom deixar claro que desde as primeiras sessões diagnósticas – que embora o número seja muito relativo, devido à infinidade de fatores que influenciam, mas em média são cinco – já se nota uma mudança no comportamento dos envolvidos neste processo.
Em suma, o diagnóstico já é terapêutico. E a intervenção é uma outra etapa do tratamento, que será esclarecida em um outro texto. Aguardem!
Bibliografia consultada:
WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem. 10ª edição. Rio de Janeiro, DP&A, 2004.

Sunday, April 09, 2006

O QUE É A PSICOPEDAGOGIA?

" A psicopedagogia é uma ciência que estuda a aprendizagem humana, objetivando facilitar esse processo tão complexo.
O psicopedagogo é um profissional que elabora diagnósticos e realiza intervenções com vistas a (re) estabelecer um vínculo positivo entre o indivíduo e o aprender.
Se teu filho ou aluno está apresentando dificuldades na escola, déficit de atenção, desorganização escolar, hiperatividade, desinteresse pelos estudos ou apresenta alguma deficiência, síndrome ou patologia que interfira em sua aprendizagem...
...procure logo um PSICOPEDAGOGO!"
Lisandra Pioner
Pedagoga / Psicopedagoga Clínica e Institucional
Av. do Forte, 1763/202
F: (51)9252.1533
POA/RS