Friday, January 09, 2026

 

Anteontem, 7 de janeiro, foi o dia do leitor. Tenho muito orgulho de sempre ter sido uma apaixonada por ler, e mais orgulho ainda, de ser uma grande incentivadora da leitura! Um estudante jamais passou por mim, sem perceber o quão potente os livros podem ser em sua vida.

Sabemos que a leitura oferece benefícios cognitivos, como expansão do vocabulário, aprimoramento da escrita, agilidade no raciocínio. Também oferece grandes benefícios emocionais, como o desenvolvimento da empatia, o auxílio na lida com seus próprios sentimentos, autoconhecimento. Também estimula a criatividade, a imaginação, a concentração! E quando os adultos conseguem transformar um momento de leitura em um momento familiar, fortalece laços, ensina a cooperação, vincula. O bem-estar provocado por lembranças desses momentos, permeia toda a vida adulta e consegue mostrar que aconchego fortalece.

Ler amplia nossa visão de mundo, expande nossos horizontes, estimula o pensamento crítico. A leitura pode oferecer acesso a uma variedade ilimitada de perspectivas, culturas e épocas, fazendo com que a gente compreenda melhor a complexidade do mundo, dos indivíduos e de nós mesmos.

E em um período onde o uso descontrolado da Internet causa tantas vulnerabilidades ao ser humano, como hoje em dia, ler é mais do que libertador; é uma recusa absoluta e inegociável de não “emburrecer”.

Mas sabemos que qualquer hábito precisa de incentivo! E incentivos vêm de situações preparadas para isso. Vamos pensar em algumas possibilidades de estímulo?

# Quando queremos criar seres humanos leitores, precisamos lembrar daquele ditado popular que diz que o exemplo arrasta. É mais fácil incentivarmos uma pessoa a ler, quando nós mesmos somos leitores vorazes – daqueles que têm sempre um livrinho na bolsa para  a primeira oportunidade de ócio.

# A rotina no incentivo ao hábito leitor, também pode ser uma aliada, pois quando definimos um horário para apreciar os livros, passamos a sentir falta dele se por algum motivo deixar de acontecer.

# Além disso, ambiente aconchegante e interatividade – no caso de querer envolver as crianças em oportunidades leitoras – podem ajudar também.

Depois de tornar a leitura um costume, daí pensemos em portadores de textos, tipologias textuais e tudo mais! Há famílias e até profissionais, que antes mesmo de tornarem ler uma prática, se preocupam com os gêneros textuais mais benéficos para o desenvolvimento da criança. Não! Primeiro instaure o costume através de estratégias variadas, lúdicas, divertidas. Depois varie e explore toda a potencialidade do ato de ler!

Que 2026 seja um ano de muitos leitores se (re)descobrindo! No que depender de mim, seremos muitos!

 

Lisandra Pioner

Pedagoga, psicopedagoga e especialista em AEE


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