Anteontem, 7
de janeiro, foi o dia do leitor. Tenho muito orgulho de sempre ter sido uma
apaixonada por ler, e mais orgulho ainda, de ser uma grande incentivadora da
leitura! Um estudante jamais passou por mim, sem perceber o quão potente os
livros podem ser em sua vida.
Sabemos que a
leitura oferece benefícios cognitivos, como expansão do vocabulário,
aprimoramento da escrita, agilidade no raciocínio. Também oferece grandes
benefícios emocionais, como o desenvolvimento da empatia, o auxílio na lida com
seus próprios sentimentos, autoconhecimento. Também estimula a criatividade, a
imaginação, a concentração! E quando os adultos conseguem transformar um
momento de leitura em um momento familiar, fortalece laços, ensina a
cooperação, vincula. O bem-estar provocado por lembranças desses momentos,
permeia toda a vida adulta e consegue mostrar que aconchego fortalece.
Ler amplia
nossa visão de mundo, expande nossos horizontes, estimula o pensamento crítico.
A leitura pode oferecer acesso a uma variedade ilimitada de perspectivas,
culturas e épocas, fazendo com que a gente compreenda melhor a complexidade do
mundo, dos indivíduos e de nós mesmos.
E em um
período onde o uso descontrolado da Internet causa tantas vulnerabilidades ao
ser humano, como hoje em dia, ler é mais do que libertador; é uma recusa
absoluta e inegociável de não “emburrecer”.
Mas sabemos
que qualquer hábito precisa de incentivo! E incentivos vêm de situações
preparadas para isso. Vamos pensar em algumas possibilidades de estímulo?
# Quando
queremos criar seres humanos leitores, precisamos lembrar daquele ditado
popular que diz que o exemplo arrasta. É mais fácil incentivarmos uma pessoa a
ler, quando nós mesmos somos leitores vorazes – daqueles que têm sempre um
livrinho na bolsa para a primeira
oportunidade de ócio.
# A rotina no
incentivo ao hábito leitor, também pode ser uma aliada, pois quando definimos
um horário para apreciar os livros, passamos a sentir falta dele se por algum
motivo deixar de acontecer.
# Além disso,
ambiente aconchegante e interatividade – no caso de querer envolver as crianças
em oportunidades leitoras – podem ajudar também.
Depois de
tornar a leitura um costume, daí pensemos em portadores de textos, tipologias
textuais e tudo mais! Há famílias e até profissionais, que antes mesmo de
tornarem ler uma prática, se preocupam com os gêneros textuais mais benéficos
para o desenvolvimento da criança. Não! Primeiro instaure o costume através de
estratégias variadas, lúdicas, divertidas. Depois varie e explore toda a
potencialidade do ato de ler!
Que 2026 seja
um ano de muitos leitores se (re)descobrindo! No que depender de mim, seremos
muitos!
Lisandra
Pioner
Pedagoga,
psicopedagoga e especialista em AEE
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