Acordei pela manhã e escutei no rádio que hoje comemorava-se o dia da “consciência negra”. Embora eu seja saudosista por natureza, datas como essa não me emocionam, mas pelos meus pimpolhos faço questão de comentá-las em sala de aula. Aliás, também é o dia universal da criança – mas pra mim, todos os dias são especialmente delas!
Chegando na escola, preparando-me para começar as atividades, resolvi conversar com as crianças sobre o que eles entendiam por “negros”. Foi quando espantosamente escutei uma criança dizer que negro era ladrão. É isso mesmo! Sem rodeios e qualquer introdução que pudesse preparar-me para tal descrição. Fiquei perplexa porque pensei até que fosse desnecessário em pleno século XXI que alguém ainda precisasse ficar fazendo discurso do tipo “igualdade entre raças!”, mas digo com toda a veracidade da experiência própria que é preciso sim!
Negro, no dicionário, não passa de um indivíduo de raça negra; e isso deveria ser a realidade porque a palavra não vem acompanhada de predicados. Ela não passa de um substantivo com um significado distinto e estanque.
Por mais socialista e radical que pareça essa oratória, é imprescindível que independente de classe, raça ou credo se propague aos quatro ventos que a cor da pele não passa da cor da pele – simples assim! Somos todos seres humanos, indivíduos passivos de boa ou má índole, dignos de respeito, necessitados de esperança no futuro, sedentos de justiça e necessários à sociedade. Não cansemos de mostrar isso às crianças, porque é o caráter que diferencia os seres humanos e não a cor.
Chegando na escola, preparando-me para começar as atividades, resolvi conversar com as crianças sobre o que eles entendiam por “negros”. Foi quando espantosamente escutei uma criança dizer que negro era ladrão. É isso mesmo! Sem rodeios e qualquer introdução que pudesse preparar-me para tal descrição. Fiquei perplexa porque pensei até que fosse desnecessário em pleno século XXI que alguém ainda precisasse ficar fazendo discurso do tipo “igualdade entre raças!”, mas digo com toda a veracidade da experiência própria que é preciso sim!
Negro, no dicionário, não passa de um indivíduo de raça negra; e isso deveria ser a realidade porque a palavra não vem acompanhada de predicados. Ela não passa de um substantivo com um significado distinto e estanque.
Por mais socialista e radical que pareça essa oratória, é imprescindível que independente de classe, raça ou credo se propague aos quatro ventos que a cor da pele não passa da cor da pele – simples assim! Somos todos seres humanos, indivíduos passivos de boa ou má índole, dignos de respeito, necessitados de esperança no futuro, sedentos de justiça e necessários à sociedade. Não cansemos de mostrar isso às crianças, porque é o caráter que diferencia os seres humanos e não a cor.
Lisandra Pioner (Pedagoga/Psicopedagoga)
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