E chegaram as tão esperadas férias... tempo de viajar, passear, esquecer a rotina cansativa e pesada do restante do ano. Pra quem tem filhos a coisa é um pouco diferente, porque férias não é mais sinônimo de total descaso com horários e regras... os pequenos continuam precisando de rotina, sim! Precisam da segurança dos horários fixos, precisam saber o que podem e o que não podem fazer e principalmente precisam saber que estar de férias não significa esquecer a ordem e as necessidades diárias.
Noto nas muitas escolas de educação infantil que tenho contato, um grande paradoxo: de um lado pais que acreditam que as férias não sejam apenas do trabalho, mas principalmente das crianças e passam a deixá-las na escola até mais tempo do que costumavam durante os meses normais do ano; e de outro lado pais que passam a seus filhotes que férias é o mesmo que ócio! Engano de ambos, que acabam não aproveitando o tempo de lazer de forma gratificante.
Pais continuam sendo seres humanos que necessitam de um tempo para si mesmos, que precisam ficar sozinhos, sair com amigos ou mesmo saírem juntinhos pra lembrarem dos “velhos tempos de namoro”. Mas pais, esses seres humanos ainda cheios de necessidades agora são PAIS! E isso inclui muitas responsabilidades e obrigações. É necessário incluir os pimpolhos nessa rotina mais flexível, afinal se gente grande cansa da “mesmice’, crianças também. Deixar dormir um pouquinho mais, buscar na escola um pouquinho antes, faltar um dia ou outro (porque não?) pra fazer alguma outra atividade interessante, como teatro, cinema, um passeio no parque, banho de piscina, enfim. Mostrem às crianças que todos aqueles deveres do dia-a-dia têm uma gratificação, quando bem executadas: as férias!
Àqueles que simplesmente abandonam a escola, sequer falam a respeito disso durante o verão, demonstram que a importância dela está apenas em cuidar dos filhos quando ninguém mais pode fazer isso. E passam essa visão à criança. E sabemos que as escolas já não são mais “depósitos” de crianças cujos pais precisam trabalhar fora. (Ou ao menos não deveriam ser) O papel da instituição infantil é muito maior, muito mais sério, muito mais imprescindível! É o local onde elas passam a maior parte do dia, onde trocam experiências, adquirem conhecimentos, formam vínculos, se socializam, etc.
Portanto, aos pais que saem em viagens longas e que não podem levar as crianças na escola em alguns dias durante as férias, que ao menos relembrem, conversem a respeito, incentivem a saudade, estimulem as boas lembranças daquele espaço que tantas alegrias proporciona a todos e aos que estão mais perto, continuem levando-os, mesmo que esporadicamente, pra que saibam que lá ainda é um lugar seguro e gostoso de estar. A noção de tempo das crianças é diferente da noção de tempo dos adultos, por isso, um mês sem escola é muito tempo distante, tempo suficiente pra exigir uma nova adaptação (o que não é necessário com um pouco de organização).
Então aproveitem as férias! Saiam mais, caminhem mais, viajem mais, leiam mais, fiquem mais tempo com quem amam (é isso o que realmente vale no final de tudo).
Lisandra Pioner (Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional)
Noto nas muitas escolas de educação infantil que tenho contato, um grande paradoxo: de um lado pais que acreditam que as férias não sejam apenas do trabalho, mas principalmente das crianças e passam a deixá-las na escola até mais tempo do que costumavam durante os meses normais do ano; e de outro lado pais que passam a seus filhotes que férias é o mesmo que ócio! Engano de ambos, que acabam não aproveitando o tempo de lazer de forma gratificante.
Pais continuam sendo seres humanos que necessitam de um tempo para si mesmos, que precisam ficar sozinhos, sair com amigos ou mesmo saírem juntinhos pra lembrarem dos “velhos tempos de namoro”. Mas pais, esses seres humanos ainda cheios de necessidades agora são PAIS! E isso inclui muitas responsabilidades e obrigações. É necessário incluir os pimpolhos nessa rotina mais flexível, afinal se gente grande cansa da “mesmice’, crianças também. Deixar dormir um pouquinho mais, buscar na escola um pouquinho antes, faltar um dia ou outro (porque não?) pra fazer alguma outra atividade interessante, como teatro, cinema, um passeio no parque, banho de piscina, enfim. Mostrem às crianças que todos aqueles deveres do dia-a-dia têm uma gratificação, quando bem executadas: as férias!
Àqueles que simplesmente abandonam a escola, sequer falam a respeito disso durante o verão, demonstram que a importância dela está apenas em cuidar dos filhos quando ninguém mais pode fazer isso. E passam essa visão à criança. E sabemos que as escolas já não são mais “depósitos” de crianças cujos pais precisam trabalhar fora. (Ou ao menos não deveriam ser) O papel da instituição infantil é muito maior, muito mais sério, muito mais imprescindível! É o local onde elas passam a maior parte do dia, onde trocam experiências, adquirem conhecimentos, formam vínculos, se socializam, etc.
Portanto, aos pais que saem em viagens longas e que não podem levar as crianças na escola em alguns dias durante as férias, que ao menos relembrem, conversem a respeito, incentivem a saudade, estimulem as boas lembranças daquele espaço que tantas alegrias proporciona a todos e aos que estão mais perto, continuem levando-os, mesmo que esporadicamente, pra que saibam que lá ainda é um lugar seguro e gostoso de estar. A noção de tempo das crianças é diferente da noção de tempo dos adultos, por isso, um mês sem escola é muito tempo distante, tempo suficiente pra exigir uma nova adaptação (o que não é necessário com um pouco de organização).
Então aproveitem as férias! Saiam mais, caminhem mais, viajem mais, leiam mais, fiquem mais tempo com quem amam (é isso o que realmente vale no final de tudo).
Lisandra Pioner (Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional)
Fone:(51)9252.1533
No comments:
Post a Comment